A cicatriz hipertrófica é elevada, mas respeita os limites da lesão original e tende a regredir espontaneamente em 12 a 24 meses. Já o quelóide ultrapassa os limites da ferida, cresce de forma contínua e raramente regride sem intervenção.
Ambos surgem por uma resposta exagerada do organismo durante a cicatrização, mas o quelóide tem forte componente genético e é mais comum em peles negras, em regiões como tórax, ombros e lóbulos da orelha.
O diagnóstico é clínico, feito por um dermatologista ou cirurgião plástico. Ele avalia o aspecto, os limites, o tempo de evolução e o histórico do paciente. O tratamento pode incluir cremes específicos, curativos de silicone, infiltrações de corticoide e, em casos selecionados, cirurgia associada a radioterapia.
A prevenção continua sendo a melhor estratégia. Produtos como o Cicatricort®, aplicados desde o início do pós-operatório, ajudam a manter a cicatriz plana e discreta, reduzindo o risco de evolução para hipertrofia ou quelóide.